Enquanto a Peugeot tem três utilitários-esportivos (SUVs) em sua gama no Brasil, a conterrânea Citroën ainda cambaleia no segmento mais expressivo do mercado global. Até hoje, a única referência entre os utilitários é o Aircross, versão aventureira do monovolume C3 Picasso (que já não existe mais). Mas agora a marca do “duplo chevron” dará um passo à frente com o C4 Cactus, jipinho montado sobre a plataforma PF1, do primo Peugeot 2008.

Será a grande atração da marca francesa no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro. Trata-se do mesmo palco em que a versão original, lançada em 2014, foi exibida. 

Mas a demora fez bem ao C4 Cactus. O utilitário acabou de passar por uma re-estilização na Europa. Elementos contraditórios foram eliminados, como as molduras das lanternas e os grandes apliques nas laterais, que em pouco contribuíam para o conjunto final. E a versão nacional seguirá a atual orientação. 

O C4 Cactus herdará bastante do primo felino. A Citroën não confirma quais serão os motores, mas é praticamente certo que será equipado com as unidades 1.6 de 118 cv e a THP 1.6 turbo de 173 cv, que estão presentes em praticamente toda a linha de modelos fabricada em Porto Real (RJ). 

As transmissões deverão ser: manual de cinco marchas e automática de quatro velocidades na opção aspirada, enquanto o modelo turbo deverá seguir o mesmo caminho do 2008, com opção apenas de caixa manual. No entanto, há tempos é esperada uma caixa sem embreagem para os francesinhos turbinados, e com o Cactus, que ampliará o volume, pode ser que uma transmissão automática seja adotada nos compactos.
 
POR DENTRO
Na Europa, o Cactus tem acabamento refinado (como na foto abaixo), em especial nos bancos que seguem a filosofia da marca francesa de oferecer o máximo de “chamego” aos ocupantes. Por aqui, as especulações apontam para um conjunto mais simples, em sintonia com os familiares locais.