A Deputada Raquel Muniz, em parceria com a Motion Picture, promove a exibição do filme “As Sufragistas”, em Montes Claros, na noite desta quinta-feira, 14.  O evento comemora os 100 anos da conquista do voto feminino, uma luta iniciada por um grupo de mulheres, que ficou conhecido como “Sufragistas”, em 1918, na Inglaterra.

“Exibirmos este filme, quando estamos celebrando os 100 anos do direito da mulher ao voto, é uma forma de resgatar a historia e nos fortalecemos para uma luta que estamos travando agora  no parlamento, tanto na Câmara, como no Senado. Estamos lutando para ampliar essa participação”, disse a deputada, que recentemente, ao lado de um grupo de parlamentares, garantiu 30% de financiamento público para candidatas do sexo feminino e 30% do tempo de rádio e televisão, o que antes não existia.

História
Para a historiadora e professora da Unimontes Claúdia Maia, a conquista foi bastante importante, mas ainda a muito a fazer.

“Pouco foi alterado na vida das mulheres, porque elas continuam votando em homens que não as representa. O Brasil é um dos países em que as mulheres ocupam menos cadeiras no Legislativo e menos cargos de chefia, por isso o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em igualdade de gênero, é um dos piores do mundo”, lamenta.

Cláudia lembra ainda o “lobby do batom”, iniciativa de mulheres que conseguiram assegurar na constituição de 1988, alguns direitos importantes para o sexo feminino. E lamenta o fato de algumas mulheres não exercerem na totalidade o seu direito de votar.

“Infelizmente em muitas situações, quem determinava o voto da mulher era o marido ou o pai. Isso era muito claro. Havia toda uma incitação dos pais dizerem as filhas em quem votar. Até hoje algumas ainda votam em quem o marido escolhe”, pontua.