No mercado de luxo, ampliar o leque de modelos é sempre uma estratégia eficaz, bem ao contrário do que ocorre nos segmentos de massa, em que a rentabilidade está numa linha mais enxuta e volumosa. No entanto, quem tem dinheiro sobrando gosta de exclusividade. Daí é comum vermos marcas de luxo desenvolverem um grande leque de opções para que seus seletos clientes não se sintam triviais. 

A Mercedes-Benz conhece essa regra como poucas marcas e conta com uma gama imensa de automóveis, mas que compartilham componentes mecânicos e valor agregado elevado. Isso permite uma ampla oferta de modelos com volumes não tão exorbitantes e que na somatória garantem alto volume, sem comprometer a rentabilidade. Daí, ela pode se dar ao luxo de lançar, poucas semanas após, a nova geração do cupê quatro portas CLS, o inédito AMG GT 4-Door.

A princípio, pode-se achar que os dois modelos podem concorrer entre si, mas assim como o AMG GT original está um degrau acima do roadster SL, o AMG GT 4-Door está acima do CLS. É uma hierarquia definida por números de performance e cifras. Ou seja, é o cupê quatro portas malvado para quem gosta de andar forte e gosta de “plateia”.
 
O CARRO
O AMG GT 4-Door foi desenvolvido para fazer frente ao todo-poderoso Porsche Panamera. Em termos de arquitetura e design eles têm muito em comum: motor dianteiro, tração integral, quatro portas, quatro assentos e porta-malas integrado à cabine, como um hatch.

Tal como o Porsche, o GT quatro portas conta com opção de motores seis cilindros (no caso um unidade em linha 3.0 de 435 cv e 53 mkgf de torque associada a um módulo elétrico EQ Boost que acresce 22 cv e 25 mkgf de torque) que equipa a versão GT 53 4Matic+ e também duas opções do brutal V8 biturbo 4.0. 

A primeira opção, que equipa a versão GT63 4Matic+, entrega 585 cv e 81 mkgf de torque. Já a segunda opção traciona a GT 63 S 4Matic+, que despeja assustadores 639 cv e 91,8 mkgf de torque nas rodas.

Vale lembrar que todas as versões contam com tração integral, transmissão automática de nove marchas e esterçamento das rodas traseiras. Elas se movem levemente em direção contrária às rodas dianteiras para auxiliar em curvas. A opção mais furiosa da linha acelera de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos e atinge a máxima de 315 km/h 
 
PANAMERICANA
Se o Porsche Panamera tem seu nome inspirado na lendária Carrera Panamericana (assim como o 911 Carrera), a Mercedes também resgatou sua história na corrida mexicana com um toque clássico. A grade frontal do GT AMG 4-Door ostenta o mesmo contorno adotado do 300 SLR, que disputou a prova nos anos 1950.