Período de férias e o calor intenso registrado nos últimos dias em Minas acendem o alerta para o risco de afogamentos. Neste ano, o sinal amarelo também chama a atenção para as ‘caudas de sereia’, acessório voltado para uso na água que limita os movimentos das pernas e que se tornou febre entre a criançada.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, 44% dos afogamentos no país ocorrem entre os meses de novembro e fevereiro, ou seja, ao longo do verão. Em Minas, as temperaturas na estação devem atingir a marca dos 30°C, atraindo mais pessoas para lagoas, cachoeiras e clubes.

Mas a atenção deve ser máxima. Dados do Corpo de Bombeiros apontam que, de janeiro a novembro de 2017, 699 ocorrências com 281 mortes foram registradas no Estado.

Rios, riachos e córregos são as áreas com os maiores registros de afogamento. “As pessoas relacionam os perigos apenas ao mar por causa da movimentação da água, mas rios também têm fluxo e força que podem surpreender os banhistas”, alerta o tenente Pedro Aihara, dos Bombeiros.

Nessa época do ano, inclusive, a corporação reforça a segurança nas áreas mais propensas aos acidentes. Aihara afirma que equipes são deslocadas para bases nas áreas de risco.
 
CUIDADOS
Para evitar problemas, é preciso evitar mergulhos em locais desconhecidos e não entrar na água após ingerir bebidas alcóolicas. “Em cachoeiras, as pessoas pulam de altos pontos sem saber a profundidade da água, se há pedras. Nas lagoas, que em Minas são em grande parte artificiais, os buracos causam ferimentos que podem impedir o nado”, frisa o tenente.
 
AMEAÇA GRAVE
Com a febre do uso da cauda de sereia por crianças, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) está promovendo campanha para conscientizar os pais sobre o perigo do acessório. Durante o monitoramento de produtos com risco potencial de acidentes relacionados à segurança, estudos apontaram, em todos os cenários considerados, para ameaça grave associada ao fantasia.

“A criança pode imitar uma sereia, mas tem os movimentos dificultados pelo uso do acessório e fica impedida de flutuar. Isso a expõe a situações de perigo, que podem resultar em afogamento e morte”, alerta o diretor de Avaliação da Conformidade do Inmetro, Luiz Antonio Lourenço Marques.