Depois dos confrontos entre nações multi-campeãs (Brasil, Uruguai e França) realizados ontem, as quartas de final da Copa de 2018 mostram hoje jogos entre equipes menos prestigiosas, digamos assim. 

A exceção é a Inglaterra, o que, seguramente, joga também o peso do “favoritismo e da obrigação” nas costas dos inventores do futebol. Além de detentores de uma Copa do Mundo, possuem quadros valiosos na galeria de craques do esporte, como, Gordon Banks, Bob Charlton, Kevin Keegan, Gary Lineker e David Beckham. 

Mas é aí também que reside a grande questão, que ressurge em todo campeonato disputado por eles: quando os ingleses, um povo fanático por futebol, poderão comemorar novamente um título de relevância? A presença de Gareth Southgate – responsável pelo pênalti perdido que tirou o time de uma semifinal de Eurocopa, em 1996 – no banco dos treinadores dá tintas mais dramáticas para a missão. 

De qualquer maneira, o jogo da manhã (aqui no Brasil) opõe duas equipes que possuem ao menos momentos marcantes nas Copas do Mundo. Afinal, quando Inglaterra e Suécia entrarem em campo, às 11h, veremos camisas que carregam um título mundial (a Inglaterra campeã de 1966) e um vice-campeonato (a Suécia, em 1958). Curiosamente, os melhores resultados que ambas seleções conseguiram aconteceu quando o torneio foi disputado em casa.
 
“NOVATAS”
No jogo da tarde, a decisão de uma vaga nas semifinais fica por conta de dois times que dividem tanto a pouca tradição em Copas quanto o fato de serem equipes “jovens”, que nasceram de outras nações – União Soviética e Iugoslávia. 

Marcado para as 15h, o confronto reúne uma equipe talentosa – a Croácia –, que tenta superar sua melhor campanha, um terceiro lugar em 1998, quando teve em Suker o artilheiro da competição. A Rússia chega empurrada pelo fenômeno “donos da casa”, e já faz sua melhor campanha na história, já que foram eliminados na primeira fase nas três Copas que disputaram (1994, 2002 e 2014).