Iniciada em agosto de 2010, a relação entre Neymar e a Seleção Brasileira chega aos 80 jogos hoje, contra a Bolívia, às 17h, em La Paz, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2018, num momento em que o protagonismo do camisa 10 é fruto principalmente do que a equipe de Tite proporcionou a ele nesta temporada.

Novamente finalista do prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa, que tinha disputado pela única vez em 2015, ele aparece como a terceira força na disputa que incluiu ainda o favorito Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, e o ex-companheiro Messi, do Barcelona. Mesmo assim, o retorno à lista tríplice da premiação já é um progresso. E ele tem relação direta com o ressurgimento da Seleção Brasileira.

Foram apenas quatro jogos de Neymar na Seleção em 2017. Mas não foi pouco o que ele fez, principalmente na goleada de 4 a 1 sobre o Uruguai, em 23 de março, em Montevidéu, quando levou os defensores à loucura.

Há ainda, cinco dias depois, a atuação de gala diante do Paraguai, na Arena Corinthians, quando o Brasil garantiu, com quatro rodadas de antecedência, a classificação para o Mundial da Rússia.
 
FRANÇA
O grande momento na Seleção, com certeza, influiu na decisão do PSG, da França, de pagar 222 milhões de euros (mais de R$ 800 milhões) ao Barcelona para levar Neymar para Paris, na transação mais cara da história do futebol. Com a nova camisa, a polêmica com Cavani pela condição de batedor dos pênaltis do time vem sendo abafada por gols. Já são oito em oito jogos.

A impressionante média não faz parte da história de Neymar na Seleção. Mas os 52 gols que ele marcou nos 79 jogos pelo Brasil o colocam na quarta posição da lista dos maiores artilheiros, atrás de Romário (55), Ronaldo (62) e Pelé (77).

E o Baixinho tem sua posição em risco ainda em 2017, pois o Brasil disputa mais quatro jogos este ano. Depois da Bolívia, encara o Chile, terça-feira, em São Paulo, no encerramento das Eliminatórias, e em novembro faz amistosos contra Japão (dia 10) e Inglaterra (14).