Ainda é cedo para fazer contas ou previsões mas, com as duas idas ao pódio na etapa de abertura da Fórmula 2 no Barein, o mineiro Sérgio Sette Câmara passou a fazer parte de uma lista de respeito: a de brasileiros que apareceram entre os três melhores na classificação do campeonato.

Algo que não ocorria desde 2014, ainda na GP2, com Felipe Nasr (que se sagraria vice-campeão, e que antes aconteceu com Nelsinho Piquet, Lucas di Grassi, Bruno Senna e Luiz Razia, além de Christian Fittipaldi, Ricardo Zonta, Roberto Moreno, Rubens Barrichello e o também mineiro Bruno Junqueira.

Em comum, o fato de que todos, como titulares ou reservas, chegaram à Fórmula 1, o que, a bem da verdade, era menos complicado por conta do maior número de vagas na categoria principal. 

Exatamente o que faz parte dos planos de Serginho de mostrar que, no que depender dos resultados e da maturidade técnica, o salto será mais do que merecido – detalhes como o apoio de patrocinadores, cockpits disponíveis ou cair nas graças de um dos chefes de equipe fogem do controle do piloto de Belo Horizonte.

Sua parte, no entanto, começou muito bem feita, com direito a uma elogiada recuperação do sexto lugar do grid da corrida do sábado até a segunda posição, atrás apenas do companheiro na equipe Carlin, o inglês Lando Norris e defendendo o posto dos ataques do russo Artem Markelov, que completou o pódio.

No domingo, com as oito primeiras posições da véspera invertidas, ele voltou a largar muito bem do sétimo posto e controlou o desgaste dos pneus no asfalto abrasivo de Sakhir. 

Se alguém imaginava que poderia ser presa fácil para Norris – que já é reserva da McLaren e é considerado o grande prodígio britânico dos últimos anos – mostrou sangue frio e capacidade de evitar a ultrapassagem. Com isso, soma 28 pontos, atrás apenas de Markelov (30) e do líder Norris. O próximo desafio será nos dias 26 e 27, nas ruas de Baku, no Azerbaijão. (RG)