A reviravolta experimentada pela Seleção Brasileira desde a chegada de Tite ao comando, em setembro de 2016, elevou o treinador a um incomum estrelato em meio a jogadores individualmente prestigiados no mercado internacional – apesar de outrora criticados no país.

Ao reorganizar as peças e tirar de Neymar a responsabilidade praticamente exclusiva de resolver as partidas mais difíceis, o técnico “ganhou” ótimos coadjuvantes e um coletivo forte, capaz de alavancar a equipe da sexta colocação para a liderança isolada e inquestionável nas Eliminatórias Sul-Americanas.

Os 89% de aproveitamento com o gaúcho fizeram do país o primeiro classificado para o Mundial da Rússia e o mantiveram como único presente em todas as Copas.

Se não possui o melhor elenco da atualidade, o Brasil chega para a disputa do hexa com os dois jogadores mais caros do mundo (Neymar e Coutinho) e três eleitos para a seleção da última Champions League (Alisson, Marcelo e Casemiro) no time titular. Com tudo dando tão certo, não faltam apostas na Amarelinha. 

Ainda mais após a volta do camisa 10. Recuperado de lesão, o campeão da Copa das Confederações e da Olimpíada não esconde o sonho de ser o melhor do mundo e terá a chance de provar que a história poderia ter sido diferente caso estivesse em campo contra a Alemanha em 2014.

Por outro lado, pesa contra o Brasil a ausência do experiente lateral Daniel Alves, cortado por lesão.

Além disso, os adversários não são exatamente “sacos de pancada”. Rival mais frágil em teoria, a Sérvia garantiu a vaga direita na difícil Eliminatória Europeia e reúne nomes experientes como Matic (Manchester United) e Kolarov (Roma), além da promessa Savic (Lazio), campeão mundial Sub-20 sobre o Brasil de Gabriel Jesus em 2015.