O uniforme xadrez em vermelho e branco não é o maior orgulho da moda local. Na Croácia, cabe à gravata o papel de invenção mais difundida mundialmente. Mas o adereço criado como indumentária militar bem que combinaria com a camisa 10 de Luka Modric ao desfilar seu futebol de técnica, garbo e elegância pelos “campos de batalha” do futebol.

Tricampeão europeu de forma consecutiva com o Real Madrid, o maestro se prepara para disputar a terceira Copa da carreira, liderando uma geração compatível com a que assombrou o planeta há 20 anos, na França. O time de Suker, Boban e companhia só parou na semifinal, diante dos anfitriões, fazendo história logo na primeira participação croata no torneio, já que o território fazia parte da Iugoslávia até 1991.

O protagonismo do armador que já ultrapassou a barreira das 100 partidas pela seleção é dividido com outros jogadores renomados. No meio de campo, o capitão fará parceria com o rival Ivan Rakitic, do Barcelona. E, no ataque, tentará acionar Mandzukic e Perisic, também adversários entre si nos clubes. O primeiro defende a Juventus (duas vezes finalista da Champions League nos últimos quatro anos), e o segundo, a Internazionale.

O elenco tem tantas opções que ainda pode se dar ao luxo de deixar no banco o merengue Kovacic e o nerazzurri Brosovic.

Correndo por fora no Grupo D, a Nigéria pode ser definida pela palavra “resistência”. Muito além da própria composição física dos seus jogadores, é o único time africano presente nas três últimas Copas.

Com tradição continental (três títulos na Copa das Nações Africanas), as Super Águias sonham ir além das oitavas de final para alcançar o maior avanço da história em Mundiais.

A missão parece improvável para um elenco pouco renovado. Atualmente no futebol chinês, o meia Obi Mikel continua como capitão e figura mais conhecida do grupo. As maiores esperanças, porém, estão depositadas nos jovens atacantes Iheanacho (Leicester City) e Iowa (Arsenal), ambos de 22 anos, e no polivalente lateral, volante e ponta Victor Moses (Chelsea).