Ser o maior artilheiro da história da Argentina ainda é pouco. Jogador mais genial de sua época, Lionel Messi só poderá ser comparado a Diego Maradona se ganhar uma Copa. O cinco vezes melhor do mundo se prepara para a quarta (e talvez última) tentativa de ser campeão e entrar de forma incontestável no mais alto patamar do Olimpo.

Prestes a completar 31 anos, o craque do Barcelona lidera um time que carimbou o passaporte para a Rússia em cima de crises institucionais, mudanças de técnicos e uma campanha dramática nas Eliminatórias Sul-Americanas.

Com Jorge Sampaoli no comando, a “Albiceleste” é favorita a avançar como líder do Grupo D, mas uma incógnita para a sequência da Copa. Muito em função da instabilidade de uma geração duas vezes vice-campeã da Copa América e que também ficou no “quase” no Mundial do Brasil.

Mas o tempo passa para todos, e a renovação do elenco parece demorada. Enquanto aposta em jovens como Pavón e Lo Celso, a Argentina mantém Banega, Biglia e Mascherano no meio de campo. Não à toa, vai à Rússia com uma idade média de 29,2 anos. 

Com o destaque da Juventus no banco (Paulo Dybala) e sem o artilheiro da Inter de Milão (Mauro Icardi), a equipe tem outras estrelas “europeias” como Di María, Agüero e Higuaín tentando dividir a missão de fazerem Messi brilhar.

Do outro lado do prognóstico, a Islândia não tem responsabilidades na Rússia. Fará sua primeira participação em Copas nesta edição de 2018, depois de surpreender na Eurocopa e virar a sensação do torneio continental em 2016. 

O símbolo das modestas pretensões do país é o técnico Heimir Hallgrimsson, que exerce paralelamente a profissão de dentista.