A retirada da suspensão do artilheiro Paolo Guerrero pela Corte Federal da Suíça pode ter devolvido o equilíbrio das forças entre Peru e Dinamarca no Grupo C da Copa do Mundo. Assim, os holofotes estarão divididos entre o centroavante do Flamengo e o talentoso armador Christian Eriksen, do Tottenham.

Diante do favoritismo da França, a igualdade entre os dois países transforma o duelo entre eles num dos confrontos diretos mais interessantes da primeira fase. Agora, com um ingrediente extra. Afinal, a Corte Arbitral do Esporte havia aumentado a punição do atacante peruano para 14 meses após condenação por doping. Mas “não há sonhos impossíveis”, nas palavras do próprio, e a pena acabou adiada na Justiça Comum.

As seleções têm tradição similar na história dos Mundiais, com quatro participações anteriores e as quartas de final (em 1970 e 1998, respectivamente) como melhores campanhas. Outro ponto em comum é justamente a dependência de seus principais talentos individuais.

Caberá ao capitão, “talismã” e maior artilheiro da história do Peru, a tarefa de liderar a Blanquiroja neste retorno à Copa depois de oito edições.

Para ir adiante, o time espera contar com uma boa atuação dos irregulares Cueva (São Paulo) e Farfán (Lokomotiv Moscou).

Um dos principais artilheiros das Eliminatórias Europeias, com 11 gols (só atrás de Cristiano Ronaldo e Lewandowski), Eriksen anotou três pinturas na goleada sobre a Irlanda por 5 a 1, no confronto da volta pela repescagem, após empate por 0 a 0 fora de casa.

Muito mais maduro em relação à Copa de 2010, quando foi o jogador mais jovem a pisar em campo, o meia de 26 anos integrou a seleção da última Premier League.