Esqueça a badalada geração belga. Às vésperas da Copa de 2018, parece não haver dúvidas de que a bola da vez, em termos de jovens talentos, é a França de Griezmann e companhia.

Dentre as seleções já convocadas de forma definitiva, a do técnico Didier Deschamps é a dona da menor faixa etária (26 anos) e do segundo maior valor de mercado (média de € 44,2 milhões por jogador), só atrás da Espanha (€ 44,3 milhões), segundo o site especializado Transfermarkt. 

Os astros Benzema (Real Madrid) e Ribéry (Bayern de Munique) já estavam fora dos planos há algum tempo, por questões extracampo. E as contusões ainda tiraram de cena o zagueiro Koscielny (Arsenal) e o meia Payet (Olympique).

Mesmo assim, a lista final dos Bleus foi cercada de polêmica devido a ausências relevantes. Ben Yedder (Sevilla), Rabiot (PSG), Coman (Bayern), Lacazette (Arsenal) e Martial (Manchester United) foram relegados a suplentes. Outros como Kondogbia (Valencia), Gameiro (Atlético de Madrid) e Laporte (Manchester City), nem isso. 

Especulado como reforço do Barcelona, Griezmann é a grande estrela do elenco. Finalista da Bola de Ouro e craque da Eurocopa em 2016, o atacante acaba de conquistar a Liga Europa como protagonista do Atlético de Madrid, tendo balançado a rede em todas as fases e duas vezes na decisão.

O país tem ainda dois dos quatro jogadores mais caros da história (Pogba e Dembelé), e deve ver Mbappé completando o “Top 5” na próxima janela de transferências. É fato que Deschamps ainda não conseguiu extrair o máximo do coletivo, mas não teve problemas para garantir a vaga direta na Copa mesmo num “grupo da morte” com Suécia e Holanda.

Austrália não possui figuras de alto nível internacional e só se classificou na repescagem contra a Síria. Os gols da virada foram marcados pelo veterano Cahill, prestes a disputar a quarta Copa seguida. O atacante pode se igualar a Seeler, Klose (ambos da Alemanha) e Pelé, únicos a marcar em quatro Mundiais diferentes.