As dancinhas sincronizadas nas comemorações de gol são apenas um dos elementos que unem Senegal e Colômbia na Copa de 2018.

Sensações em 2002 e 2014, respectivamente, africanos e sul-americanos sonham em repetir suas melhores campanhas. Para isso, contam com verdadeiros “talismãs” dentro de campo e na área técnica.

Para quem aprecia o futebol alegre das duas escolas, há de se lamentar a provável eliminação de pelo menos um dos dois principais camisas 10 da atualidade já na primeira fase. 

Com o ligeiro favoritismo da Polônia, Sadio Mané (Liverpool) precisará de muito molejo para superar James Rodríguez (Bayern de Munique) no confronto direto para decidir qual deles vai “dançar” antes, no sentido pessimista da expressão.

Apelidado de “Ronaldinho” na infância e comprado há dois anos por £ 34 milhões (então atleta africano mais caro da história), Mané formou o trio que assombrou a Europa e recolocou o Liverpool na decisão da Champions League. Com dez gols, ele terminou o torneio na vice-artilharia, ao lado dos colegas Firmino e Salah.

A boa fase do atacante, contudo, pode representar pouco para um time inexperiente em Mundiais. Assim, os holofotes estarão divididos com o técnico Aliou Cissé. 

Hoje aos 42 anos, o ex-zagueiro foi o capitão da inesquecível saga dos Leões de Teranga na Copa do Japão e da Coreia, com direito a vitórias sobre França e Suécia.

Já a Colômbia repete praticamente a mesma equipe que deu trabalho ao Brasil nas quartas de final em 2014. Emprestado pelo Real Madrid, o artilheiro isolado do último Mundial, com seis gols, reencontrou o melhor nível no time alemão e, inclusive, foi eleito para a seleção da última Liga dos Campeões.

O comando segue nas mãos do argentino José Pékerman, responsável pela campanha histórica.