Levar a Polônia às fases finais da Copa do Mundo, repetindo o feito dos ídolos históricos Grzegorz Lato e Zbigniew Boniek, é o desafio do centroavante Robert Lewandowski em 2018.

Capitão e astro solitário da equipe, o jogador do Bayern de Munique já reúne credenciais para ser considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos no país, mas ainda não havia tido a chance de disputar um Mundial.

Inspirado no goleador da edição de 1974 e no ponta eleito para a seleção do torneio em 1982, Lewandowski teve papel fundamental neste retorno das Águias Brancas (ausentes desde 2006), com 16 gols durante as Eliminatórias. O número recorde fez dele o artilheiro da competição classificatória.

Por outro lado, o goleiro Wojciech Szczesny (Juventus), principal coadjuvante do time, não conseguiu evitar os 14 gols sofridos na fase qualificatória. A pior defesa dentre todas as seleções europeias da Copa ainda perdeu seu melhor zagueiro, Kamil Glik (Monaco), lesionado já após a convocação.

Desta forma, o sucesso do time dependerá ainda mais do jogador “diferenciado”. Curiosamente, o adjetivo vale também fora das quatro linhas, pois o camisa 9 integra o seleto rol de jogadores graduados no ensino superior (cursou Educação Física na Universidade de Varsóvia).

Quem também aparece na lista é Yuto Nagatomo (ex-Internazionale), formado em Economia pela Universidade Meiji. O defensor do Galatasaray é um dos destaques do Japão ao lado dos meias Keisuke Honda (ex-Milan, hoje no Pachuca) e Shinji Kagawa (Borussia Dortmund).

Com um grupo tecnicamente inferior, os Samurais Azuis vêm de cinco jogos sem vitória e correm por fora na briga pela passagem às oitavas.