Em português, a palavra inglesa “hurricane” significa “furacão”. E é algo parecido com isso que os britânicos esperam do atacante Harry Kane (Tottenham) na Copa do Mundo.

Muito além da coincidência fonética, o camisa 9 recebeu o apelido ao se tornar o artilheiro mais jovem da Premier League, aos 21 anos, com 25 gols marcados na temporada 2015/ 16. 

E não parou mais. Em 2017, foi o maior goleador do mundo (56 tentos por clube e seleção), quebrando a alternância entre Messi e Cristiano Ronaldo iniciada em 2010.

Atualmente com 24 anos, Kane é o capitão de mais uma safra que sonha em recolocar a Inglaterra no primeiro patamar internacional. 

Os criadores do futebol possuem a liga de clubes mais forte do planeta há pelo menos duas décadas, mas colecionam fracassos defendendo a bandeira branca e vermelha desde 1966, quando usaram o fator casa para erguer a taça Jules Rimet.

De lá para cá, os Três Leões estão mais para “três tigres tristes”. Chegaram apenas mais uma vez às semifinais do Mundial (quarto lugar em 1990) e, recentemente, voltaram a decepcionar na primeira fase da Copa de 2014 e nas oitavas da Euro de 2016, diante da zebra Islândia.

Com um elenco totalmente reformulado (apenas quatro remanescentes do último Mundial) e a terceira menor faixa etária desta edição (média de 26,1 anos), os bretões esperam ao menos superar o fantasma dos vexames na Rússia.

Por outro lado, para a Tunísia, o que vier é lucro. Sem tradição e apenas uma vitória na história das Copas, as Águias de Cartago ainda perderam seu principal jogador (Youssef Msakni, do Al Duhail-QAT), em abril, por lesão. 

Assim, a responsabilidade será dobrada para o atacante Wahbi Khazri, autor de nove gols na campanha do quinto lugar do Rennes no Campeonato Francês.