Às vésperas da Copa, a seleção do México protagonizou um escândalo envolvendo oito jogadores e 30 prostitutas. O clima de festa antes da viagem para a Rússia acabou substituído pelas manchetes negativas e pela pressão ainda maior por fugir da regra de “jogar como nunca, perder como sempre”.

Sem grandes expoentes no plantel, o coletivo sob o comando do técnico Juan Carlos Osorio é a principal força da equipe para se dar bem fora de casa – as melhores campanhas da “Tri” foram como anfitriã, nas edições de 1970 e 1986.

Maior artilheiro da história do país, com 49 gols, Javier “Chicharito” Hernández (West Ham) segue como um dos protagonistas, ao lado do meia Herrera (Porto) e do goleiro Ochoa (Standard Liège), dois dos flagrados na polêmica farra regada a tequila.

O arqueiro vai para o quarto Mundial seguido. Neste quesito, porém, a estrela é o zagueiro Rafa Márquez (ex-Barcelona, hoje no Atlas). Ídolo do futebol local, o defensor de 39 anos não é mais titular do time, mas deverá igualar o recorde de cinco Copas disputadas, pertencente ao também mexicano Carbajal, ao alemão Matthäus e ao italiano Buffon.

Se os norte-americanos contarão com sua grande referência, a Suécia terá de se virar sem o maior astro de sua história recente, pois o atacante Zlatan Ibrahimovic, 36, estará na terra de Lênin apenas como garoto propaganda.

Depois de se aposentar da seleção, ele viu os compatriotas classificarem o time azul e amarelo, pondo fim a 12 anos de ausência nas Copas. O jogador do LA Galaxy chegou a dar pistas de que poderia voltar, mas não foi convocado.

Desta forma, o meia Emil Forsberg (Red Bull Leipzig) carrega as esperanças de uma equipe extremamente competitiva, capaz de superar a Holanda na fase de grupos e a Itália na repescagem das Eliminatórias – resultado este que impediu Buffon de se isolar como o número 1 em participações na história dos Mundiais.