Durante 50 anos, metade do território germânico permaneceu sob domínio soviético. Muro de Berlim derrubado, chegou a hora do troco, com os visitantes usando uma de suas melhores armas: o futebol no qual “são 11 contra 11 e, no fim, sempre ganha a Alemanha”.

Comandada por dois personagens embalados pela busca de recordes em Copas (o técnico Joachin Löw e o atacante Thomas Müller), a atual campeã defende o título conquistado no Brasil e sonha com o penta – justamente o último argumento canarinho para rebater os 7 a 1.

O treinador disputará o terceiro Mundial da carreira e, se vencer, igualará o italiano Vittorio Pozzo, único comandante bicampeão (1934 e 1938). 

Löw dirige uma mescla de gerações. Das edições anteriores, seguem na formação titular Özil, Khedira, Kroos e Müller. Os três primeiros terão a missão de municiar o “peladeiro” do Bayern de Munique e ajudá-lo a virar o maior artilheiro da história das Copas. 

Autor de dez gols em 2010 e 2014, ele tentará manter a média para empatar com Ronaldo (15) e quem sabe até alcançar o compatriota e recordista Miroslav Klose (16).

Mesmo após a campanha irretocável nas Eliminatórias, Löw terá de driblar a pressão da imprensa alemã por não ter convocado Leroy Sané. Destaques no Manchester City, o ponta é uma das revelações da safra que aos poucos vai ocupando as lacunas deixadas por Lahm, Schweinsteiger e o próprio Klose, já aposentados da Nationalelf.

Favorita no Grupo F, a líder do ranking Fifa verá Coreia, México e Suécia batalhando pela segunda vaga. Nessa disputa, os Tigres da Ásia contam com uma estrela ascendente do futebol europeu para alcançar a classificação. 

O meia-atacante Son Heug-Min (Tottenham) “carrega o piano” de uma equipe cujos principais coadjuvantes são Hwang Hee (Red Bull Salzburg) e Ki Sung (Swansea).