A obrigatoriedade do uso das caneleiras no futebol existe há 27 anos. Contudo, a atenção dada ao objeto que pouco aparece durante as partidas, por estar envolvido pelos meiões, aumentou consideravelmente entre ídolos das principais equipes. Tudo isso por causa da ideia de um fisioterapeuta mineiro.

Pensando no bem estar dos atletas, mas também em oferecer um produto diferenciado, o belo-horizontino João Paulo de Albuquerque passou a fornecer o item de proteção com molde sob medida da tíbia e com detalhes escolhidos pelos próprios clientes. No menu de possibilidades, o jogador pode escolher uma frase marcante, um nome, e até adicionar fotografias. Elaborada com fibra de carbono, material que é mais leve, a caneleira facilita a corrida e, ainda mais resistente ao impacto, gera maior proteção contra traumas.
 
CANELA DE OURO
Um exemplo recente de jogador que procurou Albuquerque para personalizar as caneleiras é o goleiro Weverton, do Atlético-PR, que sagrou-se campeão olímpico com a Seleção Brasileira em 2016. O camisa 1 do Furacão defendeu uma cobrança de pênalti na decisão contra os alemães e foi um dos protagonistas do título inédito.

Para eternizar a conquista e, ao mesmo tempo se proteger de lesões nos membros inferiores, ele adquiriu o item de proteção estilizado com imagens daquela tarde no Maracanã.

De acordo com o fisioterapeuta, mais de 50 atletas profissionais já o procuraram para a confecção personalizada. Entre eles, Réver, zagueiro do Flamengo, Dudu, meia do Palmeiras, Robinho, meia-atacante do Atlético, Rafael Marques, atacante do Cruzeiro, Diego Tardelli, jogador do Shandong Luneng, da China, entre outros. “Além de oferecer mais conforto e proteção, a caneleira também está aliada ao departamento médico do clube, já que diminui o risco dos traumas, evitando custos com a saúde do atleta”, explica João Paulo.