As equiparações de títulos fazem parte da história recente do futebol, com o Campeonato Brasileiro e o Mundial de Clubes da Fifa passando por este processo neste milênio. Seguindo esse raciocínio, não há exagero algum em afirmar que o Atlético inicia hoje, diante do San Lorenzo, da Argentina, no Estádio Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, a caminhada em busca do tricampeonato da Copa Sul-Americana.

É verdade que a Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF) ainda não sinalizou para isso, mas de toda forma, o formato das duas competições é idêntico e Copa Conmebol e Copa Sul-Americana são a mesma coisa.

Criada em 1992, no rastro da Supercopa dos Campeões da Libertadores, a Copa Conmebol surgiu como uma cópia da Copa da Uefa, hoje Liga Europa, e reunia os clubes melhores colocados nos campeonatos nacionais da América do Sul que não tinham garantido vaga na Libertadores.

O Atlético, campeão em 1992 e 1997, participou dessas duas edições por ter sido semifinalista do Brasileirão nos dois anos anteriores (1991 e 1996).

Portanto, o critério de classificação para a Copa Conmebol é o mesmo usado agora para a Sul-Americana, pois se garantem os clubes da Série A que não vão para a Libertadores.

Foi como nono colocado do Campeonato Brasileiro do ano passado que o Atlético se classificou para a sétima edição de Copa Sul-Americana da sua história, sendo que a competição é disputada desde 2002.

O Galo participou pela última vez da Sul-Americana em 2011, sendo que nas últimas cinco temporadas, por jogar a Copa Libertadores, não tinha como jogar a segunda competição de clubes da Conmebol.

Isso só é possível para dois dos eliminados nas etapas preliminares e os terceiros colocados da fase de grupos.
 
FRACASSOS
Das seis participações anteriores do Atlético na Copa Sul-Americana, a única em que o time passou da primeira fase foi em 2010, quando chegou às quartas de final, sendo eliminado pelo Palmeiras.

Em 16 jogos na competição, o Atlético soma apenas três vitórias, contra oito derrotas. Foram cinco empates.