Eduarda Carvalho, mas pode chamar de “neta do vento”. A brincadeira é quase inevitável considerando a filiação de um dos destaques dos Jogos Estudantis Brasileiros na fase 15 a 17 anos, em Brasília. Sim, a atleta é filha do ex-atacante Euller, hoje dirigente do América, clube que o revelou, com passagens destacadas pelo Palmeiras (pelo qual foi campeão da Libertadores em 1999, cobrando o pênalti do título); São Paulo, Atlético, Vasco e futebol japonês. E, pelo que mostrou nas competições de ginástica rítmica, além de mostrar luz própria, tem tudo para sonhar com uma vaga, se ainda não em Tóquio-2020, que não é a prioridade, em Paris-2014, como é o planejamento, como a primeira brasileira a garantir a classificação individual.

Com 15 anos, Eduarda foi a campeã individual geral e a melhor em três aparelhos: arco, bola e maças. Também este ano, já havia conquistado o Brasileiro, o Sul-Americano e o quinto lugar no Pan-Americano.

Principal torcedor e incentivador, o pai procura passar a experiência do esporte em alto nível desde os tempos de adolescente e lamenta que, apesar de resultados tão bons, ainda falte apoio. “Chega um ponto em que ela precisa sair, competir e treinar lá fora. Fosse em outro país e ela já teria todo o suporte e estrutura, infelizmente não é o caso no Brasil. Vou apoiar até onde conseguir, mas não descartamos que ela passe a competir por outra bandeira se isso a deixar mais próxima do sonho” comenta Euller.