Definidas as últimas seleções postulantes ao título, a reta final da Copa representa também a chance para os craques fazerem a diferença e se credenciarem à Bola de Ouro, principal honraria individual da competição.

Criado oficialmente em 1982, o prêmio se tornou uma marca das semifinais, afinal, jamais foi entregue a um jogador eliminado antes desta fase. Sendo assim, já é possível imaginar os principais candidatos neste Mundial.

Considerando os ganhadores do troféu “Man of the Match”, por exemplo, os nomes mais fortes até aqui são Luka Modric (Croácia) e Harry Kane (Inglaterra), eleitos três vezes como os melhores em campo na Rússia. Eden Hazard (Bélgica), Kylian Mbappé e Antoine Griezmann (França) também tiveram atuações premiadas em mais de uma rodada. 

Este, porém, é só um dos critérios passíveis de análise e serve apenas para ilustrar a disputa, pois o “Homem do Jogo” é definido em enquete popular, enquanto o vencedor da Bola de Ouro é apontado pelo Grupo de Estudos Técnicos da Fifa. 
 
MELHOR DO MUNDO
Com o egípcio Salah e o brasileiro Neymar eliminados precocemente, a Bola de Ouro desta Copa poderá influenciar diretamente no “The Best”, dedicado anualmente pela Fifa ao melhor do mundo. Desta vez, a premiação acontecerá em setembro, e levará em conta a performance dos jogadores justamente até o dia 15 de julho, data da grande decisão do Mundial.

Uma comissão de ex-atletas e técnicos foi também designada pela entidade para analisar a competição mais importante da temporada antes do fechamento da lista final com dez indicados ao principal troféu individual do futebol.

Dificilmente algum dos candidatos impedirá o sexto prêmio do português Cristiano Ronaldo. Mas o título mundial ou a Bola de Ouro da Copa podem, por exemplo, colocar Modric pela primeira vez entre os finalistas, após temporada já coroada com o tricampeonato europeu pelo Real Madrid. Ou devolver Griezmann ao pódio depois do terceiro lugar em 2016.
 
SURPRESA E POLÊMICA
Nas duas primeiras edições da Copa desde a criação do “Man of the Match” (2002 e 2006), os destaques de cada jogo eram escolhidos por especialistas indicados pela Fifa. Mesmo assim, o retrospecto dos prêmios é controverso – na época, a Bola de Ouro da Copa ficava a cargo dos jornalistas.

No Mundial do Japão e da Coreia, por exemplo, o brasileiro Rivaldo foi o mais premiado durante a campanha, mas viu o principal troféu individual ir parar na prateleira do goleiro germânico Oliver Kahn, numa das maiores polêmicas de toda a série histórica.

As críticas ao troféu individual vão muito além, e levaram a Fifa, inclusive, a mudar mais de uma vez o sistema de escolha do craque da Copa.

Em 2002, Kahn faturou a Bola de Ouro a despeito de falha diante do Brasil na final. Além de Rivaldo, o prêmio poderia ter ficado com Ronaldo, destaque do penta com oito gols e grandes exibições, principalmente na decisão. 

O próprio Fenômeno, porém, já havia sido o “beneficiado” em 1998 – a taça teria combinado melhor com a coleção de Zidane, herói da conquista inédita dos anfitriões.

Até essas edições, a eleição era feita por jornalistas, estranhamente após as semifinais. Em 2006, a regra foi alterada, mas a maioria seguiu votando antes da decisão, devido ao prazo apertado após o apito final, quando já estariam envolvidos na cobertura do título. O sistema voltou a mudar em 2014, quando um corpo técnico indicado pela Fifa passou a decidir o destino da Bola de Ouro.
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