A demissão do técnico Oswaldo de Oliveira, com apenas seis partidas disputadas pelo Atlético na temporada 2018, joga toda a pressão por um bom ano em cima do grupo de jogadores. E isso ficou evidente na entrevista coletiva do presidente Sérgio Sette Câmara e do diretor de futebol Alexandre Gallo ontem, na Cidade do Galo, quando eles falaram sobre a demissão do técnico Oswaldo de Oliveira e de quase toda a sua comissão técnica.

“Foi preocupante a nossa atuação no jogo em Rio Branco e acho que tenho de tomar uma atitude. Temos um elenco qualificado e acho que nas mãos de outro treinador pode render muito mais”, garantiu o presidente Sette Câmara, que justificou ainda a decisão. “Essa mudança bem cedo, no início da temporada, é correta e necessária. Vamos fazer uma correção em nossa rota e vamos em busca de grandes títulos ainda nesta temporada”.

“A questão foi técnica. Contratamos um time que teria condições de nos entregar um jogo melhor. Evolução não estava existindo na parte técnica. Preocupou muito o último jogo, pois achamos que deveríamos tomar as rédeas desde o início, e isso não aconteceu. Contra a Patrocinense, também não conseguimos”, afirmou Gallo.
 
RESPONSABILIDADE
Em todo o momento, o diretor e o presidente ressaltaram a qualidade do grupo montado por eles em 2018, o que agora transfere a responsabilidade maior de uma temporada positiva para os atletas. Inclusive, questionado sobre a força deste time, Gallo fez a sua defesa.

“No meu ponto de vista os jogadores que vieram têm muito mais característica de Atlético que os do ano passado. O Atlético sempre foi um jogo de intensidade, de luta, de entrega, essa é a nossa cara e da nossa torcida”, afirmou o comandante do futebol alvinegro.

Resta agora aguardar a resposta que o time atleticano dará com o novo treinador, que ainda não está definido, com Cuca, campeão da Libertadores de 2013 com o Atlético, aparecendo como favorito, mas com a concorrência de Abel Braga, que está no Fluminense.