Em sua terceira edição, a Corrida Rústica em prol da Casa de Apoio Miguel Rêgo agora ganha novo formato. Além da prova de corrida, o evento terá mais duas modalidades esportivas: o trekking ou enduro a pé e o ciclismo, que se assemelham às provas de triathlon que ocorrem pelo país.

A prova foi batizada de Miguelathlon e vai ser realizada no dia 24 de junho. A concentração e largada serão no Sítio Guibê. Depois segue para o Asilo São Vicente de Paulo na direção da rodovia que dá acesso à saída para Pirapora. 

O percurso da corrida será de 7 quilômetros, com largada às 8 horas. O trekking vai ser de 10 quilômetros e podem se inscrever duplas, trios e equipes, como é comum ocorrer nas provas de enduro a pé. O ciclismo terá percurso de 35 quilômetros, com trajeto ainda a ser divulgado pelos organizadores.

“Todos os anos o evento obtém apoio e sucesso de muita gente. Vimos que não só os corredores, mas adeptos do trekking e do ciclismo queriam participar. Por isso, decidimos ampliar as modalidades para este ano e tivemos a ideia de incorporá-las também à corrida. Portanto, serão três modalidades em uma, o que ocasionou naturalmente que o termo do evento passasse a se chamar Miguelathlon”, explica a média Silvia Rêgo, idealizadora do evento.

As inscrições estão abertas e custam R$ 35. Os 70 primeiros inscritos recebem a camiseta do evento. O demais vão ter que comprar.
 
ATENDIMENTO 
A entidade foi implantada em 2015 e idealizada pela médica cardiologista, Silvia Rêgo, mãe do pequeno Miguel que nasceu com uma mutação genética e morreu em 2015. A casa oferece hospedagem, alimentação e atendimentos psicológicos e sociais. Cerca de 100 mães são atendidas mensalmente.

Os voluntários que atendem no local disponibilizam ajuda multidisciplinar para crianças com necessidades especiais, focando principalmente na reabilitação e apoio total à família. A casa Miguel Rêgo funciona na rua Cassimiro de Abreu, 256, no bairro Cândida Câmara, em Montes Claros . O telefone para contato é (38) 3014-8001.
 
EM CASA
Miguel Rêgo nasceu em 2013 com insuficiência respiratória e ficou os primeiros 8 meses internado. Ele respirava com a ajuda de aparelhos – os pais conseguiram judicialmente levar o menino para casa. Mas para isso foi necessário instalar uma estrutura semelhante ao de um centro de terapia intensivo, com respirador, enfermeiros 24 horas, fisioterapia três vezes ao dia e todo aparato com oxigênio. 

Como consequência da mutação genética – existem apenas quatro casos no mundo –, Miguel ficou sem os movimentos do corpo e depois de uma infecção morreu em 2015.