O técnico Mano Menezes cobrou, gesticulou, pediu mais atenção dos jogadores do Cruzeiro, mas nem mesmo o comportamento agitado do treinador conseguiu contagiar seus atletas, que perderam par ao Flamengo por 2 a 0 na noite dessa quarta-feira (8), na Ilha do Urubu, no Rio de Janeiro. E a derrota estrelada causou no comandante a sensação de que seu time foi inoperante pela falta de criação de jogadas e de finalizações na 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Eu acho que não merecemos outro resultado que não fosse a derrota. Se não me engano, não chutamos uma bola direito no gol, chutamos uma com Thiago Neves no segundo tempo, que mal mal chegou no gol. Isso é uma dificuldade. Nada funcionou bem, aí para chegar no gol é algo diferente do que a gente faz. Até coloquei o Jonata para tentar fazer algo com bola parada, porque com a bola rolando, estava muito difícil. Tivemos dificuldade por mérito do Flamengo, que não deixou a gente criar, mas muito por uma atuação abaixo do nível que a gente poderia fazer”, disse Mano Menezes em entrevista coletiva após o jogo.

Sem contar com duas peças importantes no meio-campo, Rafinha, suspenso, e Arrascaeta, com a Seleção do Uruguai, Mano viu sua equipe ter grande dificuldade de criar jogadas ofensivas. Entretanto, o treinador evita individualizar os motivos pelos quais sua equipe não atingiu resultado satisfatório.

“Ganhamos vários jogos sem Arrascaeta, sem Rafinha. Claro que quando começa a somar ausências, você não consegue atender as expectativas de um jogo duro como esse. A preparação não atingiu para jogar um campeonato brasileiro, cometemos muitos erros, de passe, de tomada de decisão, tem a ver com a preparação do jogo. As coisas não andaram bem”, explicou, dando mais detalhes do motivo que levou o Cruzeiro a mais uma derrota. 

“Clube grande tem que entrar para ganhar, compromisso. Não podemos jogar tão abaixo como jogamos (quarta-feira). A última imagem é a que fica no campeonato, o Flamengo criou bem pelos lados, teve movimentações inteligentes e não conseguimos encaixar. Estou falando de outras coisas importantes. A camisa do Cruzeiro é muito importante, todo mundo coloca isso em campo quando vai jogar. Esse campeonato exige uma entrega grande”, finalizou.