Apesar de ser válido apenas pela segunda rodada do Grupo E da Copa Libertadores, o jogo de hoje do Cruzeiro contra o Vasco, às 21h45, no Mineirão, tem caráter decisivo, pois a derrota (4 a 2) na estreia, diante do Racing, na Argentina, obriga o time de Mano Menezes a vencer a partida desta noite. Além disso, há ainda o desejo de apagar a péssima atuação de domingo passado, quando foi derrotado por 3 a 1 pelo Atlético no jogo de ida da decisão do Campeonato Mineiro.

Mas há algo de positivo no fato de a Raposa ter o Vasco como adversário nesta fase de grupos, pois nas quatro edições em que o Cruzeiro foi finalista da Copa Libertadores, sempre enfrentou clubes brasileiros em sua campanha.

No título de 1976, teve de passar pelo Internacional na fase de grupos. Na conquista do bi, em 1997, um novo gaúcho pelo caminho, dessa vez o Grêmio, rival não só na fase de grupos, mas também nas quartas de final.

No vice-campeonato de 1977, o Cruzeiro já entrou diretamente na fase semifinal, disputada no formato de triangular em ida e volta, e novamente teve o Internacional pelo caminho.

Em 2009, na última final disputada e que foi perdida para o Estudiantes, o Cruzeiro eliminou o São Paulo, nas quartas de final, e o Grêmio, nas semifinais.
 
RETROSPECTO
Apesar de enfrentar brasileiros na Libertadores dar sorte ao Cruzeiro, os confrontos no Mineirão são sempre marcados pela dificuldade, com placares apertados.

O primeiro adversário brasileiro na Libertadores foi justamente o Vasco, na edição de 1975, a segunda disputada pela Raposa.

E o primeiro confronto entre os dois clubes foi no Mineirão, e terminou com vitória cruzeirense por 3 a 2.

O duelo mais famoso são os 5 a 4 sobre o Internacional na estreia da Libertadores de 1976, naquele que é considerado o maior jogo da história do Mineirão até hoje.

A última partida contra um Brasileiro foi em 13 de maio de 2015, quando fez 1 a 0 no São Paulo, pelas oitavas, e garantiu a vaga nas quartas nos pênaltis.

CRUZEIRO: Fábio; Lucas Romero, Léo (Dedé), Murilo e Egídio; Henrique e Cabral (Mancuello); Robinho, Thiago Neves e Arrascaeta (Rafinha); Raniel. Técnico: Mano Menezes. VASCO: Marín Silva; Rafael Galhardo, Paulão, Erazo e Fabrício (Henrique); Desábato e Wellington; Pikachu, Wagner e Paulinho; Riascos. Técnico: Zé Ricardo. ÁRBITRO: Raphael Claus (SP)