A derrota de 1 a 0 para o Internacional, na noite da última segunda-feira no Independência, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi a última partida do Atlético no turno contra um integrante do G-6, grupo que garante vaga na Copa Libertadores 2019. E nesses cinco jogos contra adversários diretos pela ponta da classificação, o time de Thiago Larghi conquistou apenas um dos 15 pontos disputados, com um aproveitamento de 6,67%.

O péssimo desempenho contra os primeiros colocados da competição é o que tirou do Atlético, que chegou a ser o primeiro colocado do Brasileirão após a sexta rodada, quando fez 1 a 0 no clássico contra o Cruzeiro, a chance de seguir na briga pela liderança, que foi perdida na partida seguinte, com a derrota de 1 a 0 para o Flamengo, dentro do Independência.

O jogo contra o rubro-negro carioca foi apenas o segundo dos cinco contra os atuais integrantes do G-6. E antes, o Galo já tinha bobeado, pois vencia por 2 a 1 o hoje líder São Paulo, no Morumbi, pela 4ª rodada, até os 35 minutos do segundo tempo, quando Diego Souza decretou a igualdade após bobeada de Patric.
 
PÓS-COPA
Nessas cinco rodadas após a Copa do Mundo, o Atlético teve pela frente três integrantes do G-6. E perdeu todos os jogos.

Antes do 1 a 0 para o Internacional, na última segunda-feira, que impediu o time de chegar ao terceiro lugar e, pior do que isso, o fez cair da quarta para a quinta posição, o Galo já tinha sido derrotado por Grêmio (2 a 0), em Porto Alegre, e Palmeiras ( 3 a 2), em São Paulo.

Foram os dois primeiros jogos da equipe de Thiago Larghi após a parada para o Mundial da Rússia, período em que o Atlético perdeu os volantes Adilson e Gustavo Blanco, por contusão, e o atacante Roger Guedes, então artilheiro do Campeonato Brasileiro, que foi negociado pelo Palmeiras com o Shandong Luneng, da China.
 
REGULAMENTO
O regulamento da Série A prevê que os seis primeiros colocados da competição se classificam para a Copa Libertadores do ano que vem. Os quatro primeiros entram na competição diretamente na fase de grupos e o quinto e sexto participam de duas etapas preliminares e no sistema de mata-mata.

O G-6 aumenta caso tenha na sua composição os campeões da própria Libertadores deste ano ou das Copas do Brasil e Sul-Americana.

Em 2017, por exemplo, a competição teve um G-8. E o Atlético foi o nono colocado. Este ano, voltar a garantir vaga na próxima Libertadores é fundamental. Para isso, é importante se dar bem contra concorrentes diretos no returno.