Eis que já estamos no terceiro mês do ano e a Copa do Mundo da Rússia se aproxima a passadas largas, dignas de atacante velocista. Em menos de 100 dias os donos da casa terão o privilégio de abrir a maior competição do futebol diante da Arábia Saudita, no Estádio Luzhniki, em Moscou, e os olhos do planeta estarão voltados para os gramados do país tão grande quanto um continente.

Mas o melhor de tudo é que não será necessário esperar até lá para ver a bola rolando. O período entre os próximos dias 22 e 28 é a primeira data Fifa da temporada e será usada pelas 32 seleções classificadas, com direito a amistosos que podem perfeitamente se repetir nas fases decisivas da Copa.

A Seleção Brasileira de Tite entra em campo dia 23 justamente contra os russos, no palco da abertura do Mundial. Mas é o que vem pela frente quatro dias depois que aguça a imaginação e a atenção de torcedores em todo o mundo. 

Se a final olímpica do Maracanã serviu, de um certo modo, como vingança da semifinal da Copa de 2014, será o primeiro reencontro das equipes adultas de Alemanha e Brasil, no Estádio Olímpico de Berlim. Como há quatro anos, sem Neymar em campo – agora a ordem para o atacante do PSG é se recuperar sem precipitação da cirurgia no pé direito a que foi submetido sábado, em Belo Horizonte, para estar em sua melhor condição no Mundial e assumir o esperado posto de protagonista. 

Sem, no entanto, a dependência que marcava a equipe canarinho em casa – hoje Philippe Coutinho, Gabriel Jesus, Roberto Firmino, Paulinho e William também são decisivos ofensivamente.

A lista de Tite sairá segunda-feira, quando o treinador acredita ter maior certeza sobre o estado de atletas contundidos ou em fase de recuperação (Fernandinho, Marcelo e Jesus são os principais casos.
 
EXPECTATIVA
No mesmo dia 27, Espanha e Argentina se enfrentam em Madri, e os campeões mundiais de 2010 virão de um tira-teima com os atuais, no dia 23, em, Dusseldorf.

E duas seleções tradicionais que não se classificaram proporcionarão bons testes. Itália e Holanda serão “sparrings” de luxo da Inglaterra. A Azzurra ainda recebe a Argentina; laranjas medirão forças com Portugal, de Cristiano Ronaldo.