O número de analfabetos em Minas Gerais superou a marca de um milhão. O dado foi revelado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o órgão, 6,2% da população não sabe ler e escrever. O índice é um pouco abaixo da média nacional, que ficou em 7,2% e representa 11,8 milhões de pessoas.

O levantamento que consta na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) refere-se a 2016 e leva em consideração pessoas acima dos 15 anos. A medida que a idade avança, o índice de analfabetismo também cresce, atingido 19,1% entre as pessoas de 60 anos ou mais. 

O estudo revelou que há mais mulheres mineiras que não sabem ler e escrever do que homens. Em compensação, a proporção de mulheres com nível superior é maior em relação aos homens: 16,8% contra 11,5%, respectivamente.
 
DESIGUALDADE 
Analisando por raça, a pesquisa mostra que o número de analfabetos que se declararam pretos ou pardos (7,7%) é quase o dobro das pessoas brancas (4,2%). Se for comparado com as pessoas que possuem curso superior completo essa desigualdade é ainda maior. Em Minas, graduaram 21% das pessoas brancas, ao passo que entre as pretas ou pardas a proporção era de 9,1%. 
 
ESCOLARIDADE
No Estado, conforme a PNAD, 54,5% da população de 25 anos ou mais de idade possuíam até o ensino fundamental completo; 23,7% tinham o ensino médio completo; e 14,3%, o superior completo. No Brasil, essas proporções eram de 51,0% de pessoas com até o ensino fundamental; 26,3% tinham o ensino médio; e 15,3%, o superior.

Em 2016, o número médio de anos de estudo das pessoas acima dos 25 anos foi 7,8 anos, um abaixo do observado para o Brasil, que era de 8 anos. Esse indicador seguiu o mesmo padrão do nível de instrução, quando feito o recorte por sexo e cor ou raça.

Em Minas Gerais, para as mulheres, estimou-se o número médio em 8 anos de estudo, enquanto para os homens, 7,6 anos. Com relação à cor ou raça, registrou-se 8,8 anos de estudo para as pessoas brancas e 7,1 anos para as pretas ou pardas.

No Estado, do total de estudantes, 76,1% frequentava escola pública e 23,9% escola privada, enquanto no país a proporção era de 73,5% e 26,5%, respectivamente.