A Funorte recebeu no campus São Luís a visita de representantes da comunidade quilombola de Riacho da Cruz. O objetivo é expandir e desenvolver o projeto “Cidadania Ribeirinha”, atividade do setor executivo da Assembleia Legislativa, sem vínculo partidário, e que já está na segunda edição.

As cidades são escolhidas de acordo com relação ao fluxo do rio São Francisco e que estejam com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Nesta segunda edição, os municípios envolvidos são Januária e São Francisco. 

O programa tem como uma das finalidades abarcar o conhecimento na área jornalística para a realização de trabalhos de educação ambiental e de movimentação relacionada a autossustentação da preservação do meio ambiente e sociocultural.

“A campanha adotada pelos alunos de Riacho da Cruz foi a realização de um informativo sobre a comunidade. Assim, buscamos a parceria com a Funorte para poder falar sobre o assunto – o que é uma notícia, como elaborar –, usando o informativo para que todos possam saber o que estaria acontecendo na comunidade. Dessa forma, faremos uma introdução teórica com a instituição e depois realizaremos a execução disso com apoio do projeto”, explica a gestora do projeto, Janaelle Neri. 

De acordo com o coordenador do curso de jornalismo, Elpídio Rocha, o projeto é importante por aproximar a universidade da comunidade. 

“Constitui-se efetivamente em colocar na prática a ideia de que as faculdades precisam ter uma aproximação com as comunidades. O projeto é mais requintado ainda porque está sendo discutida a questão da cidadania ribeirinha, ou seja, trazer quilombolas, pessoas de outras comunidades, com oportunidade de conhecer a faculdade, ver a forma que trabalhamos, como a questão da informação, do conhecimento, pelo viés jornalístico e viés da mídia”, finaliza.

Márcia Braga, jornalista e docente da Funorte, contou sobre a proporção da campanha. “Essa pluralidade é primordial. Quando se tem mais vozes que discutem esse tipo de assunto, consequentemente, aumenta a capacidade de compreensão. Assim, esse jornalismo ambiental e comunitário que consiste na discussão de questões ambientais que eles vivem no cotidiano é de suma importância”, afirma.

Uma das participantes do projeto, Daiana de Brito reside na comunidade quilombola do Riacho da Cruz. Ela contou que a montagem do jornal comunitário é de extrema significância.

“A intenção dele é conscientizar, informar e até entreter a comunidade com seus próprios assuntos da forma mais acessível”, completou.