Capacitar pessoas para o mercado de trabalho e reconhecer o potencial dos profissionais da educação superior estadual. Essas são iniciativas de valorização da área em Minas Gerais que, dentre outras ações, contemplam a efetivação de professores concursados, os investimentos em infraestrutura e pesquisa e a internacionalização do ensino. 

Os trabalhos são desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes).

Um dos destaques fica por conta das discussões dentro da temática “Participação, Diálogo e Transparência na Decisões”. Para efetivar as ações, foi implantada a mesa de negociação para debater a graduação no Estado, em agosto de 2015, com a participação da Secretaria de Planejamento (Seplag), comunidade acadêmica, de sindicatos e movimento estudantil.

A valorização profissional permitiu a contratação de professores concursados para as universidades estaduais Uemg e Unimontes, que saltou, nas duas instituições, de 24% para 70%, no período de 2014 até agora.

Só na Uemg, o contingente de docentes efetivos foi para 40%. O índice pode chegar a 80% com a autorização, em 2016, de um novo concurso, com a previsão de 723 vagas. Na Unimontes, esse percentual é de cerca de 78%.

Em maio de 2018 foi assinado acordo entre o governo do Estado, as universidades e sindicatos dos professores que estabelece os parâme-tros da nova carreira, com investimento de R$ 85 milhões.

“A titulação e a fixação do docente serão estimuladas e valorizadas, com simetria com a carreira dos profissionais da rede federal. Será criada por lei específica, após a superação das vedações da LRF (Lei de Responsabilidade Federal)”, garante o subsecretário de Ensino Profissionalizante e Superior, Márcio Rosa Portes. 

MELHORIAS
O reforço na infraestrutura também é aposta para melhorar o setor em Minas. A unidade da Uemg em João Monlevade, região Central de Minas, por exemplo, recebeu um laboratório completo no valor aproximado de R$ 5 milhões. Já a Escola de Design ganhou um de Gemas e Joias, ao custo de R$ 220 milhões.

Já o campus em Frutal, no Triângulo, há previsão de instalação de 16 laboratórios. Os investimentos giram em torno de R$ 20 milhões. A ideia é que, com esse projeto, a unidade se torne um Centro de Desenvolvimento Regional. 

Na Unimontes, o destaque é a conclusão do Centro Tecnológico dos cursos de engenharia, que recebeu R$ 1 milhão. 

Agora, os encaminhamentos estão concentrados na doação de um barco pesquisa para atuar na bacia do rio São Francisco. Os investimentos somam R$ 3 milhões, fruto de uma parceria entre a Sedectes e a Cemig.


Recursos financiam pesquisas nas instituições
Lei sancionada neste ano pelo governo de Minas Gerais garante a destinação de valores da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapemig) para projetos desenvolvidos na Uemg e na Unimontes. 

A norma busca fortalecer a pós-graduação e estimular a inovação nas instituições de ensino superior. Dessa forma, o montante a ser repassado às universidades pode chegar a R$ 24 milhões ao ano, conforme prevê a legislação. 
 
INTERNACIONALIZAÇÃO
O reforço no setor também abrange a criação do Núcleo Mineiro de Internacionalização do Ensino Superior (Numies), por meio de decreto publicado há pouco mais de dois anos. 

A iniciativa tem apoio da Fapemig e adesão de todas as instituições públicas de ensino superior sediadas em Minas Gerais. São 11 universidades e cinco institutos federais, um Cefet e duas universidades estaduais.

Por meio das ações já foram construídas parcerias internacionais com os governos da Holanda e China. Existem tratativas de acordos com Portugal, Argentina e Reino Unido.

Instituídos em 2017, a nova política de cotas e o programa de assistência estudantil no âmbito da Unimontes e da Uemg também valorizaram a educação superior