Projeto desenvolvido pelo colégio Indyu aumentou em 30% a nota média dos alunos da instituição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Voltada para estudantes da 9ª série do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, a iniciativa prevê o acompanhamento individual nos contextos intelectual, propedêutico (ensino preliminar), psicológico, familiar e social, com salas de aulas reduzidas, provas semanais e simulados, gerando resultados positivos no desempenho de todos os estudantes. O trabalho é desenvolvido há quatro anos. 

A meta é direcionar a vida acadêmica do aluno, estabelecendo uma estratégia específica para cada um. Ele é orientado a trabalhar na opção que mais lhe encaixa para não se desviar do verdadeiro foco dentro da área escolhida, seja na de saúde, humanas, exatas ou biológicas.

Os alunos também são levados para dentro das faculdades e seus laboratórios, onde recebem dos coordenadores dos cursos orientações sobre profissões e mercado de trabalho, direcionando o estudante para aquilo que ele realmente quer.

O professor Heloi Araújo diz que, a partir da resposta recebida individualmente, é montada uma metodologia e estratégia de estudo, o que tem gerado bons resultados. “O aluno precisa saber dialogar as diversas ciências dentro de uma mesma prova. O vestibular tradicional hoje possui um novo formato”.

Ele lembra que o Enem é um processo seletivo de cunho mais interpretativo. “As práticas de ensino norteiam todas as possibilidades, atualidades e o trabalho num âmbito completo com os alunos nos leva ao resultado final, um fator motivacional a continuar neste trabalho”, diz.


Estudante bem preparado
A diretora do colégio Indyu, Karina Almeida, afirma que o papel do educador não é só passar conteúdo para o aluno. “Enquanto professores, assumimos hoje a responsabilidade de tranquilizar o aluno no enfrentamento de processos seletivos de vestibulares que muitas vezes são desumanos. Devido à concorrência ser muito elevada, o aluno tem que estar bem preparado. Dentro do desenvolvimento das práticas de estudo, o professor Heloi orienta cada aluno individualmente sobre como estudar, não sendo uma regra específica para todos”, diz. 

Segundo ela, o estudo fica mais prazeroso, organizado. “Com isso, o aluno pode descansar, praticar esporte, fazendo parte de um contexto de estudo onde os resultados têm sido realmente significativos”, afirma.

Aluno do 3° ano, Lucas Ferreira relata que, a partir das práticas de ensino desenvolvidas, já sabe qual caminho quer seguir. “O professor Heloi sentou com cada um individualmente. No meu caso, eu penso em fazer algo que possa contribuir para melhorar o mundo. Não querer ser apenas mais um. Já conversei com os meus pais e decidi cursar gestões públicas numa universidade estadual. Pretendo entrar para a política em 2020”, diz.