Em comemoração aos 30 anos do grupo de teatro Oficinato, o Centro Cultural Hermes de Paula abriu ontem a temporada do espetáculo “A rifa da égua morta”, do diretor e produtor Aldo Pereira. A peça segue em cartaz até 2 de setembro, com duas sessões, às 19h e 21h. 

O diretor da peça e fundador do grupo Oficinato, Aldo Pereira, nasceu em Monte Azul, cidade de gente hospitaleira, no Norte de Minas. Em 1969, foi com a família para Brasília, onde conta ter visto televisão pela primeira vez, em 1970. A partir daí, decidiu ser ator. 

De lá, veio para Janaúba, em 1974, onde conheceu Joaquim Antunes – nome artístico do Jackson Antunes, ator brasileiro conhecido por grandes papéis na TV. 

“Em Janaúba, fundamos o grupo de teatro Planeta, ao lado de outros amigos. Depois viajei para o Rio de Janeiro com Jackson Antunes. Lá, passamos os piores momentos de nossas vidas. Fomos roubados, ficamos seis meses na rua e voltamos para Montes Claros, em 1980”, lembra Pereira.

Em Montes Claros, o produtor de teatro trabalhou em rádio e Jackson recarregou as baterias, para tentar a vida no Rio de Janeiro de novo, até ser contratado. “Até hoje somos amigos e ele é meu compadre”, conta Pereira.

A RIFA
“A rifa da égua morta” está em cartaz desde 2008 e já foram realizadas cerca de cem apresentações na cidade. “Tivemos recorde de público. Em cada temporada fazíamos três sessões por noite, sempre lotadas. Vendíamos os ingressos antecipados”, conta.

No elenco, foram convidados os atores Aldinon Duarte, Sarney, John Kennedy, entre outros. A novidade neste ano é a participação especial de Marcelo e Matteo e de Vanessa da Viola.

O Marcelo conta ser amigo da filha de Aldo, a Manu, há mais de dez anos. “Considero a Manu uma irmã e o Aldo sempre me convidava para participar do Oficinato. Fiz o curso em 2011 e foi muito bom para mim. Neste mesmo ano, cheguei a fazer uma peça com ele, o ‘Defunto Premiado’, onde interpretei um soldado. Depois ele falou que queria colocar uma dupla caipira para fazer a peça ‘A rifa da égua morta’. Deu certo agora, nesta temporada” diz Marcelo.

Quem acompanha a peça desde a primeira apresentação é Vanessa de Oliveira, conhecida como Vanessa Viola. “Minha cunhada, a atriz Wendy Mota, faz parte do elenco. Ela faz a Belarmina. Então, o diretor Aldo me convidou pra fazer uma participação nessa temporada, que por sinal é muito especial por se tratar do aniversário do Oficinato”, diz Vanessa, que canta e toca viola caipira no espetáculo teatral.