Rafael Corrêa, natural de Rosário do Sul, no Rio Grande do Sul, fez charges que chamaram a atenção nas redes sociais, uma acabou viralizando e teve 1 milhão de compartilhamentos. Foi daí que surgiu o convite para expor seus trabalhos na Biblioteca Pública Municipal, no aniversário dos 39 anos do Centro Cultural Hermes de Paula.

Atualmente, o artista, de 41 anos, formado em comunicação social, está com um projeto de livro no Catarse. É um financiamento coletivo para publicação de uma coletânea de seu trabalho. 
 
Como foi encontrar sua identidade artística? 
Desde cedo sou artista, aos 10 anos decidi que queria ser cartunista e nunca mais parei. Mas a identidade artística está sempre em transformação. 
 
Qual é o papel do cartunista? 
Acho que cada cartunista deve encontrar o seu papel como profissional. Há colegas que usam o desenho só como forma de entretenimento e não vejo problema nisso, mas eu prefiro utilizar a minha arte para fazer críticas às coisas que acho errado na nossa sociedade. 
 
Laerte, Henfil, Angeli, Carlos Latuff, Jaguar, Glauco, Chico Caruso, Millôr Fernandes são nomes que fizeram história no cartum. Você se identifica com alguns deles? 
Laerte para mim é a maior influência nacional, mas outros cartunistas estrangeiros também foram importantes na minha formação, como Quino, Sempé, Bill Watterson e Sergio Aragonés. 
 
O que é preciso para ser cartunista? 
Basta vontade. Desenhar é uma questão de prática, qualquer pessoa que treinar pode aprender e desenvolver seu próprio estilo. Mas tem que ter paciência e perseverança, não vai ser da noite para o dia. Além disso, é preciso ler e se manter informado. Um cartunista sem nada na cabeça só vai passar vergonha.

SERVIÇO
Exposição de Rafael Corrêa
Biblioteca Municipal Juca
Miranda, no Centro Cultural.
Até o dia 31 de maio
Entrada franca